sábado, 20 de outubro de 2012
ABOUT THE NUMBER TO ANSWER EVERYTHING
Talking a little about irrational numbers, we don't know what is the content of irrational numbers. That is, it has been proven that, in decimal notation, they can only be written as an neverending sequence of non-repeating digits (I don't know yet how, but I think textbooks in Real Analysis must explain it). We don't know yet if there's a pattern behind it (we couldn't find one until now), but that's only because we can't prove yet that isn't. Mathematicians don't actually believe (at least I think) there's a pattern that can make the digits of Pi predictable. Or maybe there's a pattern that doesn't make the digits predictable (can that actually be??).
Long story short: nothing we know allows us to say that a string of digits of any length is encoded in Pi. We now that 1, 4, 5, 9 are there and probably many of the short strings like 99, 11, 14, 15, 999, 123, 368, 9999, but we can't guarantee "any phrase" is encoded in ASCII or any other encoding within the digits of Pi.
All of the above facts regarding Pi extend to any other irrational number.
Now let's talk about a random number. Call it R. R is a number (can we call it irrational? I really have my doubts about it...) that can be constructed by randomly assing digits to it (before or after zero of both, it doesn't matter). Let's say we have the following hypothetical part of R: "2385872932". The digit following that portion has an equal 10% chance of being anything from 0 to 9. Nobody can really say what it will be, so that each time you build R it will be built differently (but will it be a different number?). Note that Pi is nothing like that. If you are "building" Pi, you know that you have a 100% chance to guess correctly the following digit. You just don't know how it relates to the previous or the following ones, whereas on R you know that theres absolutely no relation whatsoever.
Onto a short digression [you can safely skip this paragraph]: If you're not familiarized with this discussion, think about the examples of the "typing monkeys". If you have monkeys typing on typewriters forever (and if we assume they type randomly, what biologists, ethologists and veterinarians know is not true), then maybe, after an indefinitely long interval time, they come up with one of Shakespeare's work. Merely because the chance that they type each character in that work in the correct order is not null, so that this occurrence would only demand a finite (no one bothered to calculate it) amount of time (a HUGE one, for sure). Pretty neat, huh? (But hey, since monkeys most surely don't type randomly, that event wouldn't probably occur, right? What can we find to substitute the monkeys that can actually generate ramdonly typed characters? Is there even such a thing that produces true ramdonness?)
Now, since R is completely random, you can think of any string of digits that there will be a finite probability that it will be contained in R. In particular, that probability will be 1/10 to the power of N if you let N be the length of that string you chose. So it doesn't really matter that you build R different ways, does it? Since the probability that one entire R is contained in another R is 1 (this isn't even a conjecture, even less of a theorem, but would someone else care to prove it?), all R's are the same (except for the ones with different constrainsts, like "this R has no digits to the right of zero", "this one has no integer part" etc).
Therefore, if we encode "the answer to every question" and "every question" in a single string of digits in ASCII or Morse, there's certainly a finite probability that it will be found there!
How amazing! But now to some questions...
Can we obtain that number from a fact of reality (like the way we obtain the square root of 2 or Pi)? I personally don't believe so...
Can we find that number given only the clues in this text? I also don't believe so, since it's totally random.
But if we think of any R, there certainly "is" that number!! The number with all the informations we want is certainly there! The only thing is that you can't arrive at it by simply constructing a totally random number. And by that I mean this: even if we build an R, what we certainly can, how are we to interpret it? How are we to read it? How to recognize the questions and answers we most want? In other words, any R that we build in the current stage is useless, since we are not attaching any information into the process in the first place. That's way different from the way we discover Pi. In the process of generating Pi we had to give some information, namely that we had a circumference and the diameter of it. Perhaps the "fastest" way to build the useful R would be to already know every answer and every question and only then build it! But that defeats the purpose, doesn't it?
Also, how are we supposed to interpret that number, given it's infinitely long? This one is a killer...
[Another digression: what if in Douglas Adams' novel, the computer built to give the answer to everything was trying to generate a random number and reading it on the run to find something like: "The answer to everything is: forty-two", but then they would have to find a different string that would me be more complicated to search for, the one that gives the fundamental question?]
So, the answer to everything is already encoded in a number (i.e. something we created!), but only to find it is the same thing as to find all the answers we are looking for in the way we are currently looking... So it doesn't make a difference.
If only we could find something that ramdonly types the digits 0 to 9... But I personally don't believe randomness exists... I don't think we'll ever achieve that, so let's keep looking the old-fashioned way, no short-cuts!
sábado, 8 de setembro de 2012
SOBRE UMA REPRESENTAÇÃO INFINITESIMAL DO UNIVERSO
Escolhendo sempre apenas um dígito entre 0 e 1 para descrever a medida do ponto ao longo de uma dimensão, convencionamos que cada dimensão aumenta 1 bit na quantidade de informação (ou entropia*) necessária para descrever o ponto. Além disso, nessa realidade imaginada, os pontos só podem existir nos vértices de um hipercubo de 4 dimensões (ou tesserato), de lado 1.Imagine-se um ponto ideal. Imagine-se uma realidade totalmente vazia com exceção desse único ponto. Como não existem referências, podemos atribuir-lhe um número arbitrário, e por que não 0. Matematicamente, isto quer dizer posicionar o ponto em um espaço unidimensional, ou descrevê-lo com um bit de informação se utilizarmos números em sistema binário (vamos assumir a notação binária ao longo deste post). Entretanto, como não há restrições para o espaço em nosso exercício de imaginação, adicionemos uma nova dimensão ao longo da qual medir o ponto, ou seja, o façamos habitar uma região bidimensional. Utilizando a medida que escolhemos anteriormente como referência, atribuamos o número 1, digamos, ao valor do ponto na segunda dimensão. O ponto, descrito por 01 (se convencionarmos assim, ao invés de 10), é descrito com 2 bits de informação. Repetindo esse processo podemos produzir um ponto, digamos 1010, que possui quatro dimensões e é descrito com 4 bits.
sábado, 28 de julho de 2012
SOBRE UM MODELO GEOMÉTRICO DO ESPAÇO OBSERVÁVEL
sexta-feira, 13 de julho de 2012
PARA UMA HIPÓTESE FÍSICA SOBRE A VIDA
quarta-feira, 21 de março de 2012
Ideais Humanos
Talvez haja um possível cenário longínquo em que formas de vida olhem para nós e nossos ideais com os mesmos olhos que lançamos à bactérias em placas de petri.
O nosso ideário é transiente, e se uma parte de nós permanecer por bilhões de anos muito semelhante a como é agora, como as bactérias o fizeram, os que virão depois se sentirão na liberdade de nos usarem em troca dos nossos ideais da mesma forma que fazemos com Escherichia coli em troca de açúcar. Nós conduziremos vidas completas sob desígnios impossíveis para nós ao menos imaginarmos que existam (não é exatamente isto que está sendo feito neste texto), desígnios daqueles que não ignoraram uma quantidade de conhecimento maior de uma realidade que se tornou ao mesmo tempo mais complexa.
Isso é que o está acontecendo, na verdade, e é o que sempre aconteceu. A única diferença é que não existe ninguém para definir algum desígnio, as coisas acontecem simplesmente sob a lógica da realidade, ou pelo menos essa é a explicação física até então satisfatória.
Do modo como vejo, ao menos, a lógica da realidade, que é um conceito inventado a totalmente inexistente, é suficiente para mover o universo através da sua sucessão de estados.
P.S.: Nutrir nossos ideais é extremamente importante, contudo. É o nosso nicho e isso tem quase tanta importância quanto a maioria dos bons poetas apontam. Só seria melhor não esquecer dos fatos, especialmente quando fazemos guerras por petróleo ou xenofobia.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Termodinâmica para a vida
As suas leis são claras, não podemos ganhar o jogo, não podemos empatar, não podemos nem ficar só assistindo. E a medida que o tempo vai passando, o jogo vai chegando perto do fim. Podemos até inventar uma prorrogação, pênaltis, sugando a última gota de energia útil assoprando pelo canudo com um estardalhaço. Mas nossas tentativas fúteis apenas irão nos aproximar mais rapidamente da morte térmica, quando povoaremos um cemitério semelhante a um jardim de estátuas, onde partículas inertes encerrarão toda a memória do que já foi movimento que não poderá jamais ser lembrada. Caso contrário, todos seremos enterrados no interior de um buraco negro inimaginável, onde até o tempo deixará de existir, e, portanto, nosso sofrimento. O que acontecerá após o próprio tempo desvalecer, como poderemos saber? Como poderemos evitar os calafrios mórbidos na espinha ao imaginar a possibilidade? Talvez esse seja o próprio Xeol de que os judeus falam.
Mas não se trata só do fim do tempo, sua inexorabilidade ata nossas mãos a todo momento. Ao existirmos, aproveitamos a energia livre na qual nadamos, mas como não podemos criá-la nem fazer dela o que bem entendermos, porque não somos máquinas cem porcento eficientes, nos limitamos ao que o universo pode nos dar, e não ao que aspiramos. Às vezes temos sorte, e nascemos no interior de um sistema bem organizado. Mas a esmagadora maioria surge no âmago do caos. O caos que só se multiplica, exponecialmente, apesar de qualquer esforço, mesmo que sejamos capazes de o cobrirmos com uma lona barata para não o vermos, mas ele está bem ali na periferia de nossa civilização, e é uma montanha de lixo maior do que qualquer planeta que povoemos. Qualquer estrela que rodeemos. Qualquer buraco negro que exploremos.
O caos cresce ao nosso lado e para sempre será maior que nós, e por ser aleatório, probabilístico, lançará seus tentáculos sobre as pessoas que amamos. E depois sobre nós mesmos. E depois sobre o último fóton. E depois, minha melhor esperança é que ele lance seus tentáculos sobre si mesmo, se devore e vomite tudo aquilo que engoliu, para que o nosso ciclo de perturbação existencial possa ter prosseguimento novamente. Indefinidamente.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
SOBRE VEGETARIANISMO E O DESENVOLVIMENTO DA HUMANIDADE ou SOBRE O ABANDONO DA NATUREZA
I. A ausência de diferenças
Em um post anterior (DA DESUMANIZAÇÃO) descrevi a ocorrência dos fenômenos da consciência e da mente em termos de três níveis distintos de manifestação. Mais do que isso, afirmei que os preceitos então proclamados se estendiam a qualquer forma de vida sensciente conhecida. Justificado nesse embasamento teórico, acredito não haver nenhuma clara distinção entre as formas de vida senscientes conhecidas.
II. Evolução
Em sociologia, existem duas vertentes opostas apelidadas de naturalismo e antinaturalismo, uma defendendo a aplicação do método científico às ciências sociais e a outra tentando separar o mundo natural do mundo social, respectivamente. O Homo sapiens sapiens pertence a uma espécie animal, derivada através da evolução e adaptação, e sujeita à mesma. As inconstantes leis da física que permitiram o estudo biológico que levou a compreensão atual da história do surgimento e do desenvolvimento do ser humano, assim como o método científico utilizado para determiná-las e validá-las certamente se aplicam a qualquer esfera da ciência, seja a esfera natural ou a esfera social, pelo que o Homo sapiens e tudo o que conhecidamente o circunda pertence ao mundo natural. Defendo expressamente, portanto, a aplicação do método científico nas ciências sociais.
Me identifico, contudo, com o antinaturalismo, em certo ponto. A evolução humana neste momento não está mais restrita ao mecanismo genético, mas sujeita às racionalizações da própria espécie humana. Existe atualmente (ou pelo menos há potencial para existir, que precisará ser explorado através das barreiras da bioética – quebrando-as ou estendendo-as) um ou mais mecanismos de evolução que não a seleção natural, tais como uma forma de evolução cultural e a engenharia genética. A capacidade de racionalização da espécie humana lhe confere essas novas propriedades evolutivas, que serão inexoravelmente exploradas por qualquer espécie que atinja essa capacidade.
A evolução humana, no momento atual, está atravessando um período polêmico. Chegou a época em que a racionalidade e a emoção começam a ser confrontados. Por exemplo, no mundo social foram criados construtos para sustentar a moral, que é baseada na emoção. A moral defende a honra, o valor, a benevolência e tantos outros conceitos que derivam de ou suscitam emoções. As emoções, no entanto, não são conceitos bem definidos em termos científicos e parecem elementos acessórios do mundo natural ou da racionalidade. Mesmo assim, em posts anteriores, defendi a manifestação social de emoções positivas baseado em argumentos racionais e científicos, o que ajuda a começar a descomplicar um pouco as coisas.
As emoções parecem ser a chave para o que caracteriza a manifestação intelectual dos animais superiores. A moral, a benevolência, a solidariedade e a cooperatividade transcendem a barreira da virtualidade da mente e parecem se encaixar perfeitamente nas nossas finanças energéticas ajustando a nossa termodinâmica para a estabilidade e a eficiência ideais.
Portanto, venho aqui defender a incorporação das emoções nos mecanismos da evolução humana (de um modo especial, mas também na evolução das outras formas de vida), de modo a extender e atualizar os construtos sociais para que harmonizem as nossas relações intraespecíficas e para que harmonizem também as nossas relações interespecíficas.
III. O Abandono da Natureza
III.I O espaço da moral
Na natureza existem comportamentos selvagens diversos, e nós, como pertencentes à ela, apresentamos os mesmos comportamentos (bem como outros particulares), e estamos sujeitos aos mesmos princípios biológicos (e porque não dizer psicobiológicos). Em um ambiente selvagem, a racionalidade e o medo predominam em função da sobrevivência, dando pouca função a moral. Conceitos como dignidade, vergonha e solidariedade raramente surgem em contextos de ecossistemas selvagens.
Através do nosso desenvolvimento técnico-científico, pudemos expandir a fronteira de nosso nicho de modo a fornecer o espaço necessário para a função dos elementos da moral. O instinto de sobrevivência não mais reduz a prioridade da moral e das emoções, e baseamos a arquitetura de nossa sociedade nesses elementos.
Como venho defendendo e continuarei a defender nos próximos posts, a humanidade apenas progredirá como espécie caso insira os elementos emocionais determinantes de sua psicobiologia nos seus mecanismos de evolução. A nossa evolução intelectual é uma forma de evolução biológica (e é capaz de direcionar esta).
III.II O novo design inteligente
Como esclarecido no post SOBRE A TERMODINÂMICA DA SOCIEDADE, parte 1, as emoções positivas permitem que indivíduos de uma mesma espécie se relacionem de forma que maximizem a eficiência em sua realização de tarefas, tornando a população como um todo um grupo mais estável e flexível e consequentemente resistente. Se uma única formiga não é capaz de construir um formigueiro, bilhões de formigas são capazes de dominar hectares. Se eliminar uma única formiga parece fácil, eliminar todas as formigas não é sequer um ato discutível.
A estabilidade de um grupo também não quer dizer sua estagnação. Uma população estável pode continuar se adaptando, exercendo sua flexibilidade, até que um novo estado de equilíbrio seja atingido. Quando as condições do ambiente forem tais que não seja possível que a população mantenha sua estabilidade, que atinja um equilíbrio, o processo de seleção natural poderá eliminá-la.
Esses são alguns dos novos recursos que herdamos, como animais superiores. Somos umas das muitas espécies que respeitam padrões sociais que conferem resiliência a grupos interespecíficos. O modo de tirarmos proveito dessas ferramentas da evolução é exercitando e desenvolvendo os princípios da moral, da cooperatividade, da harmonização, da benevolência.
III.III Os erros de nossos pais
Baseado nisso, defendo a extensão dos direitos básicos a todos os animais, com adaptações necessárias para que se leve em conta a intelectualidade das outras espécies. Não advogo uma polícia do ambiente selvagem, em que uma espécie interfira diretamente no ciclo da vida para fazer respeitado o princípio do não-assassinato, é necessária apenas uma limitação na conduta humana a casos em que esta espécie se envolva diretamente com outras, em que essas determinadas relações sejam harmonizadas.
Em outras palavras, isso quer dizer que devemos abandonar o comportamento natural (selvagem). Na natureza, visto que o instinto de sobrevivência merece grande prioridade, pouco espaço sendo permitido à moral e às emoções, mata-se, trai-se, desrespeita-se, leza-se, ignora-se o sofrimento alheio em função do próprio bem estar. Há casos frequentes de promiscuidade, conjunta com violência. Todo esse painel inerente ao ciclo da vida deve ser abolido com o surgimento da moral. Não cabe mais aos animais que atingiram nível intelectual suficiente se sujeitarem às mesmas atitudes do clássico ciclo da vida. A tentativa humana de se encaixar no ciclo selvagem leva apenas a frenagem do nosso desenvolvimento.





